Entenda os custos das iniciativas da UFV que combatem a Covid-19

Publicado por Daniel Silva em

UFV Funarbe
Equipe de produção das máscaras/Reprodução

Devido atual crise mundial causada pela pandemia do novo coronavírus, diversas iniciativas e soluções vêm sendo desenvolvidas por professores e pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Para combater a Covid-19 e diminuir sua disseminação, estão produzindo EPIs e máscaras de tecido para as equipes médicas, doação e produção de álcool para hospitais e comunidade, análises e testes de detecção do vírus, e teleatendimento de pessoas com sintomas da doença.

Apesar da disposição do capital humano e tecnológico da Universidade, as iniciativas e ações necessitam de recursos externos para aumentar a produção, garantir a continuidade da assistência durante todo o período de pandemia, e atender a demanda local e regional.

A produção de EPI máscaras face shield (escudo facial) necessita de uma impressora 3D, filamentos (PLA ou PETG) para impressão 3D do suporte da viseira e encaixes das máscaras, placas de acetato ou PETG para confecção da viseira, elástico caseado 18 mm para ajuste do protetor facial à cabeça do usuário, embalagem plástica para armazenamento dos protetores para distribuição e impressos com orientações de uso, montagem e higienização.

A máscara Face shield tem custo de produção de R$ 9,50 a unidade. A demanda é de 1000 somente para Viçosa. Estamos pesquisando outro equipamento, uma cortadora à laser que pode ampliar a produção em 10 vezes. Uma cortadora à laser de médio porte custa entre R$35 a 40.000,00, e aumentaria em 10 vezes a produção média, que hoje é 100 face shields por semana.

diz Prof. Flávia Batista Diaz, coordenadora da Comissão de Produção de Inovações Tecnológicas no Combate ao Covid 19.

Para expandirmos a produção para mais cidades,  precisamos de parcerias com empresas que trabalham com molde injetável. O molde injetável é um processo de fabricação industrial para produzir qualquer material plástico. Ele fica em torno de 25.000 reais, por isso, seria mais interessante uma parceria com quem já trabalha com ele. Com a doação, ampliaríamos a produção para próximo de 1000/dia, o custo da unidade cairia para centavos, resolveríamos nosso problema com os escudos protetores e focaríamos apenas na montagem e compra de insumos. Um dia de trabalho com molde injetável atenderia Viçosa, e no dia seguinte, atenderia a demanda de Ponte Nova… e por aí vai! Em algumas regiões do país, este molde e o serviço de injeção foram doados por quem utiliza em produção. Temos também problemas com a distribuição das peças, porque nem sempre temos transportadoras e pessoas disponíveis para o transporte de insumos. Seria muito bom termos contato com empresas que queiram ajudar neste setor.

diz Prof. Douglas Lopes de Souza, membro do grupo de trabalho de EPIs.

Para produzir as máscaras cirúrgicas, são necessárias costureiras, TNT odonto-médico-hospitalar e insumos. Atualmente, possuem materiais para somente cerca de 50 mil unidades. A equipe é composta por 4 costureiras, que recebem um salário mínimo cada, com capacidade de produção de 200 máscaras/dia/costureira, e a demanda por máscaras por hospital/dia é de 400. O custo de produção das máscaras é cerca de 0,30 centavos a unidade.

Os laboratórios, que estão realizando as análises das amostras, têm capacidade de produção de 200 testes/dia, com resultados em até 48 horas. Para realizar os testes, precisam de materiais de consumo, como kits para extração do RNA viral, kits de detecção e EPI. O custo de produção é de 100-150 reais por amostra.

Devido a falta de recursos, uma campanha foi criada para arrecadar doações para a continuidade destas iniciativas. A arrecadação está sendo feita por uma plataforma gerida pela Funarbe, fundação da apoio à UFV.

Estamos todos empenhados em combater a disseminação e a contaminação da Covid-19, e garantir a segurança da nossa comunidade.

Para doar, acesse Doações – Funarbe/UFV.


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