Pesquisadores da UFV produzirão 3 vacinas para a Covid-19: 5 destaques da semana

Publicado por Daniel Silva em

5 notícias destaques de estudos científicos da semana


Leitura rápida:

  • Pesquisadores da UFV produzirão 3 vacinas diferentes para a Covid-19;
  • Tecido com micropartículas de prata elimina o coronavírus em minutos;
  • Como a ciência contribuiu com machismo e racismo ao longo da história;
  • Pesquisa estima que pode haver entre 36 povos inteligentes na galáxia;
  • Medicamento para tuberculose da Fiocruz se torna referência.

Pesquisadores da UFV produzirão 3 vacinas diferentes para a Covid-19

UFV produzirá vacinas contra covid-19
Grupo de pesquisadores da UFV produzirá três vacinas para Covid-19 com apoio do
Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz-PE).

Pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular do Departamento de Biologia Geral (DBG) e do Departamento de Medicina e Enfermagem (DEM) da UFV estão desenvolvendo três candidatos vacinais para a Covid-19. O projeto chamado “Produção de quimeras vacinais contra o vírus SARS-CoV-2″ foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e terá colaboração do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz-PE).

Os pesquisadores produzirão três vacinas, na qual duas delas serão atenuadas. Uma com pedaços diferentes do coronavírus e outra, subunidade proteica, com apenas a proteína (S) do SARS-COV-2. Apesar desses métodos já serem seguros e eficientes, eles são contraindicados para pacientes imunossuprimidos, como os portadores de câncer em tratamento, transplantados ou com doenças autoimunes, por exemplo. Por isso, a terceira vacina utilizará a levedura Pichia pastoris, um fungo capaz de produzir a proteína (S) do coronavírus que age induzindo a produção de anticorpos.

Os responsáveis pelo trabalho esperam ter resultados factíveis em um ano, e se empenham para que as vacinas sejam de baixo custo e de ampla cobertura populacional. Veja.


Tecido com micropartículas de prata elimina o coronavírus em minutos

Nanotecnologia é usada no combate ao novo coronavírus. Foto: Reprodução
Nanotecnologia é usada no combate ao novo coronavírus. Foto: Reprodução

Tecido antiviral, composto por micropartículas de prata em sua superfície, é desenvolvido para inativar o novo coronavírus (SARS-CoV-2) em minutos. A tecnologia foi criada pela empresa paulista Nanox e teve a participação de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), da Universitat Jaume I, da Espanha, e do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF).

A empresa Nanox já produzia tecidos com micropartículas de prata com atividade antibacteriana e fungicida comprovada, e na busca por materiais mais eficientes no combate a Covid-19 para as máscaras e roupas hospitalares, começaram a testar contra vírus. Em experimentos em laboratório, o tecido eliminou 99,9% da quantidade dos coronavírus aos quais foi exposto após dois minutos de contato. Foi avaliado, também, seu potencial alérgico, fotoirritante e fotossensível, para eliminar o risco de problemas dermatológicos.

Além dos dois tipos de micropartículas de prata impregnados na sua superfície, o material também é composto por uma mistura de poliéster com algodão. E agora, está sendo investigada a possibilidade de reutilização. Segundo o diretor da Nanox, Luiz Gustavo Pagotto Simões, o tecido mantém sua propriedade bactericida mesmo após 30 lavagens, e estima que, provavelmente, a atividade antiviral será esse mesmo tempo. Veja.


Como a ciência contribuiu com machismo e racismo ao longo da história

anarcha-westcott
Ilustração de James Marion Sims com Anarcha Westcott por Robert Thom. Sims conduzia cirurgias dolorosas em mulheres negras escravizadas sem o uso de anestesia (Foto: Reprodução)

Grandes cientistas, por séculos, reforçaram ideias de superioridade de raça e gênero que oprimem diversos grupos até os dias atuais. Nomes como Charles Darwin, Rousseau, Aristóteles e Freud, defendiam que mulheres e negros eram inferiores e, por isso, deveriam estar à deriva da subordinação política, social e intelectual.

Em artigo, publicado na revista Galileu, é avaliado como a ciência contribuiu com machismo e racismo ao longo da história da humanidade. No texto, a autora traz diversas declarações e estudos de filósofos, fisiológicos, médicos, durante, principalmente, o século 18, 19, na qual atingiu patamares mais graves e cruéis, e analisa como isso afetou e ainda afeta a conquista feminina por direitos e equidade, e a discriminação social de raça.

Após séculos de resistência e luta, diversos direitos foram conquistados, no entanto, ainda existe assimetria na distribuição de áreas do conhecimento, cargos de liderança e opressão social. Veja o percurso das mulheres responsáveis pela conquista da paridade no acesso à educação no Brasil, e como a ciência avançou nos direitos humanos. Aqui.


Pesquisa estima que pode haver entre 36 povos inteligentes na galáxia

civilizações inteligentes na galáxia
Além de nós, a galáxia pode abrigar mais 36 civilizações inteligentes e comunicáveis. Felix Mittermeier/Pixabay

Estudo publicado no periódico científico The Astrophysical Journal afirma que possivelmente exista, no mínimo, 36 civilizações inteligentes ativas e comunicantes em nossa Via Láctea. Contudo, talvez nunca saibamos que eles existiram, devido ao tempo e à distância.

A pesquisa foi publicada com o título The Astrobiological Copernican Weak and Strong Limits for Intelligent Life, com cálculos baseados na equação de Drake, escrita pelo astrônomo e astrofísico Frank Drake em 1961. A equação original leva em consideração alguns fatores para estimar quantas civilizações de comunicação extraterrestre inteligente (CETI) podem existir na galáxia. No entanto, muitos dos seus termos são desconhecidos.

Os cientistas responsáveis fizeram suposições muito simples sobre como a vida se desenvolveu, e criaram o Princípio Copernicano Astrobiológico para estabelecer limites fracos e fortes da vida na galáxia. Essas equações incluem como as estrelas são formadas na galáxia e sua idade. Também determina o conteúdo metálico das estrelas e se o corpo celeste pode hospedar planetas habitáveis ​​como a Terra. Veja.


Medicamento para tuberculose da Fiocruz se torna referência

isoniazida tuberculose
Com a inclusão da Isoniazida na lista da Anvisa, a Fiocruz passa a ser referência em seis medicamentos (foto: Farmanguinhos/Fiocruz)

A Isoniazida 100 mg, produzida pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), entra para a lista de medicamentos de referência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso significa que qualquer laboratório que tenha interesse em produzir este tuberculostático no Brasil, terá de seguir os parâmetros estabelecidos pela unidade da Fiocruz.

“Na prática, como o próprio nome pressupõe, este medicamento torna-se o referencial para os demais laboratórios que desejam registrá-lo ou realizar adequações e alterações em seu registro, que requeiram comprovação de segurança e eficácia por meio de estudos de bioequivalência. Ou seja, os demais medicamentos Isoniazida 100mg devem ser comparados à formulação de Farmanguinhos”, explica Soraya Mileti, responsável pela Assistência de Assuntos Regulatórios da unidade.

O medicamento é utilizado no tratamento contra a tuberculose, doença bacteriana infecciosa que afeta principalmente os pulmões. Com a inclusão da Isoniazida na lista, Farmanguinhos passa a ser referência em seis medicamentos: o antimalárico Artesunato+Mefloquina (ASMQ); os antirretrovirais Efavirenz, Nevirapina e Zidovudina; e os tuberculostáticos Etionamida e Isoniazida. Veja.


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