Estudo pioneiro da UFV ajuda no reflorestamento da bacia do Rio Doce

Publicado por Daniel Silva em

Quatro famílias terão acesso a assistência técnica rural na produção de quatro viveiros instalados com o apoio da Fundação Renova, da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe) na gestão administrativa e financeira dos recursos do projeto. A iniciativa faz parte do projeto Ater Viveiros Familiares integrado a uma das ações reparatórias de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) da Fundação Renova.

Cada família recebeu cerca de 5 mil mudas, que somadas têm capacidade de produzir 48 mil plantas por ano. A estruturação dos viveiros foi feita com apoio técnico da UFV, que auxiliou também com a descoberta de microrganismos que aumentam a tolerância da planta em solos com rejeitos e permitem manejo a baixo custo.

As primeiras safras serão absorvidas pela Renova e utilizadas para recuperar áreas atingidas e outras regiões que demandam restauração da paisagem florestal.

Em estudo, foi comprovado que a revegetação emergencial no epicentro do desastre acelerou o aumento da diversidade de microrganismos fixadores de nitrogênio no solo. Devidamente isolados e inoculados no substrato, eles permitem a produção de mudas mais resistentes e de maneira mais rápida.

A presença destes microrganismos aumenta a tolerância ao ambiente de estresse, melhora o aproveitamento da adubação e otimiza o uso de insumos. “A inoculação também favorece a aclimatação das mudas em campo, diminuindo a mortalidade e a necessidade de replantio, minimizando gastos adicionais”, afirma a pesquisadora do Departamento de Microbiologia da UFV, Catharina Kasuya, à frente da pesquisa.

As famílias da zona rural também tiveram capacitações com os produtores para o cultivo destas mudas. Os treinamentos foram ministrados com a assistência técnica pela equipe da UFV com apoio dos técnicos da Fundação Renova e do Viveiro Ouro Verde, também mobilizado pela F. Renova, com aplicação prática do estudo da UFV.

Agricultores de Mariana e Barra Longa (MG) vão contribuir para o reflorestamento da Bacia do Rio Doce. Imagem/Divulgação.

De acordo com Alex Ferreira de Freitas, um dos responsável pelas capacitações, baseado na utilização geral das áreas para a produção leiteira e agrícola, foi detectada a necessidade de implantação de sistema de irrigação automática que foi introduzida aos poucos. “Iniciamos as visitas semanais e quinzenais para oferecermos todo suporte tecnológico. O trabalho teve enorme adesão, foi muito bem aceito”, afirma ele.

O Alex, pesquisador em planejamento e gestão em unidades de produção de sementes e mudas florestais da Universidade Federal de Viçosa (UFV), explica em entrevista à Fundação Renova como funcionam os viveiros familiares.

As primeiras safras da nova atividade dos agricultores de Mariana (MG) e Barra Longa (MG) serão absorvidas pela Renova e utilizadas para recuperar áreas atingidas e outras regiões que demandam restauração da paisagem florestal.

O objetivo principal do projeto é promover a integração dos agricultores familiares na cadeia produtiva de sementes e mudas para estimular o empreendedorismo no ramo, diversificar a renda das propriedades rurais, fomentar a troca de saberes entre as universidades e os agricultores e ainda a criação de viveiros florestais na região, que carece desse mercado.

diz Andréia Dias, analista do programa de Uso Sustentável da Terra da Fundação Renova.
Participante do projeto Ater Viveiros Familiares. Imagem/Divulgação.

Eu e meus pais cuidamos do viveiro com a ajuda da Fundação Renova que fornece o material, o apoio técnico e dá o passo a passo de como fazer a melhor manutenção. Durante esse período [de pandemia], a assistência está sendo feita pelo telefone. Sempre que precisa, a gente manda fotos e o técnico nos auxilia.

fala Juliano José de Oliveira, Técnico em eletroeletrônica e viveirista.

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